segunda-feira, 8 de agosto de 2016


                   Comandante Hussi- Jorge Araújo













  • Jorge Araújo e ilustrado por Pedro Sousa Pereira, foi inspirado na história de um garoto de Guiné-Bissau. Hussi é um garoto de doze anos, o mais velho de quatro irmãos, que repentinamente assume a responsabilidade de levar sua família para a aldeia dos antepassados, a fim de protegê-la dos desastres da guerra. O garoto fica contrariado e aborrecido com essa missão, especialmente porque é obrigado a deixar para trás a sua bicicleta. Pouco tempo depois, acaba retornado à cidade, mas é impedido de procurar seu objeto favorito, em meio à destruição visível nas ruas. O desejo de buscar sua bicicleta não o abandona e ele só aguarda o momento certo. Aos poucos, a bicicleta vai assumindo uma importância que será notada não só pelo garoto, mas pelas pessoas envolvidas na batalha. Escrito em outra variante da língua portuguesa, o texto preserva palavras e expressões que não são comuns no Brasil, esclarecidas em um glossário ao final da obra.    
“Hussi beliscou o rosto bem forte para ter a certeza que não estava a sonhar. Não estava. Ficou transtornado, era mesmo a voz da sua bicicleta. Mas o abalo passou depressa – afinal a sua bicicleta não era apenas a mais bonita e a mais veloz da cidade, era também a única que falava. Apesar do contentamento, guardou segredo porque as pessoas crescidas não compreendem estas coisas, não acreditam que uma bicicleta também é gente, que uma bicicleta fala. Baixou o volume da voz e murmurou uma esperança.” (p. 40)

O livro Comandante Hussi, escrito por Jorge Araújo e ilustrado por Pedro Sousa Pereira, foi inspirado na história de um garoto de Guiné-Bissau. Hussi é um garoto de doze anos, o mais velho de quatro irmãos, que repentinamente assume a responsabilidade de levar sua família para a aldeia dos antepassados, a fim de protegê-la dos desastres da guerra. O garoto fica contrariado e aborrecido com essa missão, especialmente porque é obrigado a deixar para trás a sua bicicleta. Pouco tempo depois, acaba retornado à cidade, mas é impedido de procurar seu objeto favorito, em meio à destruição visível nas ruas. O desejo de buscar sua bicicleta não o abandona e ele só aguarda o momento certo. Aos poucos, a bicicleta vai assumindo uma importância que será notada não só pelo garoto, mas pelas pessoas envolvidas na batalha. Escrito em outra variante da língua portuguesa, o texto preserva palavras e expressões que não são comuns no Brasil, esclarecidas em um glossário ao final da obra.

DISPONÍVELhttp://loja.ataba.com.br/comandante-hussi.html Acesso:08.08.16
  
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu na cidade do Porto, em Portugal, no dia 6 de novembro de 1919. De família aristocrática mudou-se para Lisboa com dez anos de idade. Estudou Filologia Clássica na Faculdade de Letras na Universidade de Lisboa. Fascinada pelo mundo grego viajou para a Grécia e por toda região do Mediterrâneo, mas não chegou a concluir o curso.
Em 1940 publicou seus primeiros versos no jornal “Cadernos de Poesia”. A partir de 1944 se dedicou à literatura. Diversos poemas recordam sua infância, entre eles, “O Jardim e a Casa”, “Casa Branca” e “O Jardim Perdido”. Em prosa, escreveu “O Rapaz de Bronze” (1956), “Contos Exemplares” (1962), “Histórias da Terra e do Mar” (1984), entre outros.
Sophia participou ativamente da oposição ao Estado Novo. Foi candidata pela Oposição Democrática nas eleições legislativas de 1968. Foi sócia fundadora da “Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos”. Após a Revolução de 1974, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo Partido Socialista.
Sophia de Mello Breyner Andresen foi homenageada com diversos prêmios e honrarias, entre eles, “Prêmio Vida Literária” da Associação Portuguesa de Escritores (1994), “Prêmio Petrarca” da Associação de Editores Italianos (1995), “Título Honoris Causa”, (1998), pela Universidade de Aveiro, “Prêmio Camões” (1999) e o “Prêmio Jacob de Poesia” (2001). Faleceu em Lisboa, Portugal, no dia 2 de julho de 2004.
 Dia do mar -  Sophia de Mello Breyner Andresen




DIA DO MAR NO AR
Dia do mar no ar, construído 
Com sombras de cavalos e de plumas. 
Dia do mar no meu quarto — cubo 
Onde os meus gestos sonâmbulos deslizam 
Entre o animal e a flor como medusas. 
Dia do mar no ar, dia alto 
Onde os meus gestos são gaivotas que se perdem 
Rolando sobre as ondas, sobre as nuvens. 



SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN 
In Coral, 1950 




EUGÊNIO DE ANDRADE



Adeus
Eugénio de Andrade

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

(foi mantida a grafia original)


Eugénio de Andrade 
(José Fontinhas) é um inspirado poeta português nascido em Póvoa de Atalaia (Fundão), a 19 de Janeiro de 1923. Aos sete anos vai para Lisboa com sua mãe, lá residindo até 1950, exceto nos anos de 1943 a 1946, quando viveu em Coimbra. Em 1947 ingressa nos quadros dos Serviços Médico-Sociais, do Ministério da Saúde, onde desempenhará durante 35 anos a mesma função - a de inspetor administrativo - pois nunca se dispôs a fazer concursos de promoção. A sua transferência para a cidade do Porto, por razões de serviço, deu-se em Dezembro de 1950, e quando houve oportunidade para voltar a Lisboa, motivação já não havia pois sua mãe falecera. Apesar do seu prestígio, face ao reconhecimento internacional de sua obra, o poeta vive extremamente distanciado do que se chama vida social, literária ou mundana, avesso à comunicação social, arredado de encontros, colóquios, congressos, etc., e as suas raras aparições em público devem-se a "essa debilidade do coração, que é a amizade", devendo encarar-se do mesmo modo o fato de ser membro da Academia Mallarmé, de Paris. Cabe aqui referir que nunca concorreu aos prêmios que lhe foram atribuídos, como nunca ninguém o viu usar usar qualquer insígnia das condecorações com que foi agraciado. A poesia que escreve é honra que lhe parece suficiente.

A obra de 
Eugénio de Andrade, além de sua poesia, prosa, livros infantis e traduções, é também engrandecida pelas antologias que organizou, em sua maioria sobre a terra portuguesa,caracterizadas por uma total ausência de preconceitos e sectarismos literários.Traduzido em cerca de vinte línguas, a poesia deEugénio de Andrade tem sido estudada e comentada por, entre outros, Vitorino Nemésio, Gaspar Simões, Oscar Lopes, António José Saraiva, Eduardo Lourenço, Jorge de Sena, Eduardo Prado Coelho, Arnaldo Saraiva, Joaquim Manuel Magalhães, Ángel Crespo, Carlo V. Cattaneo, e suscitado o interesse de vários músicos, entre os quais Fernando Lopes-Graça, Jorge Peixinho e Filipe Pires. O poeta foi o distinguido com a edição do ano 2000 do Prêmio Vida Literária, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE).

No dia 10 de julho de 2001, aos 78 anos, foi agraciado com o
 Prêmio Camões 2001, considerado o mais importante prêmio da língua portuguesa, pelo conjunto de sua obra. Passa a fazer companhia a outros grandes nomes de nossa literatura, já premiados, como José Saramago e Sophia de Mello Breyner (portugueses), e Autran Dourado, João Cabral de Melo Neto, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e Antônio Cândido (brasileiros).

O poeta faleceu na cidade do Porto, em Portugal, no dia 13 de junho de 2005.

Bibliografia:
Poesia:

- Adolescente (1942)
- Pureza (1945)
- Primeiros Poemas (1977),(reunião das poesias dos dois livros anteriores)
- As Mãos e os Frutos (1948)
- Os Amantes Sem Dinheiro (1950)
- As Palavras Interditas (1951)
- Até Amanhã (1956)
- Coração do Dia (1958)
- Mar de Setembro (1961)
- Ostinato Rigore (1964)
- Obscuro Domínio (1972)
- Véspera da Água (1973)
- Escrita da Terra (1974)
- Limiar dos Pássaros (1976)
- Memória Doutro Rio (1978)
- Matéria Solar (1980)
- O Peso da Sombra (1982)
- Branco no Branco (1984)
- Vertentes do Olhar (1987)
- O Outro Nome da Terra (1988)
- Rente ao Dizer (1992)
- Ofício de Paciência (1994)
- O Sal da Língua (1995)
- Pequeno Formato (1997)
Prosa:

- Os Afluentes do Silêncio (1968)
- Rosto Precário (1979)
- À Sombra da memória (1993)
Literatura Infantil:

- História da Égua Branca (1977)
- Aquela Nuvem e Outras (1986).
Traduções:

- Safo
- García Lorca
-Cartas Portuguesas
Antologias:

- Daqui Houve Nome Portugal
- Memórias de Alegria
- Eros de Passagem
- A Cidade de Garrett
- Os Sulcos do Olhar
- Canção do Mais Alto Rio
- Poesia
- Terra de Minha Mãe — estas duas últimas com a colaboração do fotógrafo Dário Gonçalves.

Os versos acima foram extraídos do livro "Poemas 1945 - 1965"
, 3ª edição, 1971.

DISPONÍVEL:http://www.releituras.com/eandrade_adeus.asp Acesso:08.08.16



Que Monstros Fabricamos?

Observem com os olhos da imaginação...



Que monstros fabricamos? Foi shortlisted para o Costa Children’s Book Award e a Carnegie Medal, e também adaptado a longa-metragem pela BBC. Davie e o seu melhor amigo Geordie assistem, fascinados, à chegada de um misterioso rapaz à aldeia: Stephen Rose não tem pais nem amigos, o seu rosto é pálido, o seu olhar sombrio, e vai viver para a casa de Crazy Mary. A sua ocupação favorita é esculpir figuras de barro… Sem se aperceberem, os dois rapazes encontram-se de repente num caminho escorregadio, numa engrenagem terrível que dará vida a um monstro ameaçador; enquanto aos poucos o passado de Stephen surge, as suas vidas mudam para sempre. Um livro poderoso e inquietante, por vezes perturbador, em que, subtilmente, a fronteira entre o real e a alucinação se torna dúbia.



SEM PENAS / WOODY ALLEN

Sem plumas traz 18 textos de formatos variados – peças, ensaios, contos, argumentos e outras improbabilidades – que têm em comum a imaginação e o humor característicos de Allen. Na hilariante peça "Morte", temos uma paródia do velho mito da morte que vem buscar suas vítimas, e em "Deus", a outra peça curta do livro, Allen lança-se no teatro do absurdo e no teatro grego para fazer rir e pensar sobre seus assuntos preferidos: culpa, sexo, o que estamos fazendo aqui, qual o papel do artista no mundo e outras neuroses humanas.
Contos:
"Excertos de um Diário"
"Examinando Fenômemos Psíquicos"
"Alguns Balés sem Importância"
"Os Pergaminhos"
"As Mulheres de Lovborg"
"A Puta com Ph.D."
"Morte (Peça em um Ato)"
"Os Primeiros Ensaios"
"Guia Breve, Porém Útil, à Desobediência Civil"
"Quem Ganha do Inspetor Ford?"
"O Gênio Irlandês"
"Deus (Peça em um Ato)"
"Fábulas, Bestas e Mitos"
"Mistérios da Literatura"
"Se os Impressionistas Tivessem Sido Dentistas"
"Nada de Preces para Weinstein"
"Os Bons Tempos: uma Memória Oral"

Disponível:http://www.lpm.com.br/site/default.aspTemplate=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=527090&ID=708053 Acesso: 08.08.16


Filme: Ponte para Terabítia


SINOPSE E DETALHES


Jess Aarons (Josh Hutcherson) sente-se um estranho na escola e até mesmo em sua família. Durante todo o verão ele treinou para ser o garoto mais rápido da escola, mas seus planos são ameaçados por Leslie Burke (AnnaSophia Robb), que vence uma corrida que deveria ser apenas para garotos. Logo Jess e Leslie tornam-se grandes amigos e, juntos, criam o reino secreto de Terabítia, um lugar mágico onde apenas é possível chegar se pendurando em uma velha corda, que fica sobre um riacho perto de suas casas. Lá eles lutam contra Dark Master (Matt Gibbons) e suas criaturas, além de conspirar contra as brincadeiras de mau gosto que são feitas na escola.

Disponível:http://www.adorocinema.com/filmes/filme-118164/trailer-18728510/.Acesso:08.08.16.